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5º Domingo da Páscoa – 20.04.2008
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6)
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João Braz de Aviz
Arcebispo Metropolitano de Brasília
O apóstolo Tomé mostra-se incapaz de compreender a afirmação de Jesus: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós” (Jo 14,1-3). Por isso Jesus afirma com toda a clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).
O Santo Padre Bento XVI quis que esta afirmação absoluta de Jesus fosse colocada como parte do tema da Conferência dos Bispos Latino-Americanos e Caribenhos realizada em Aparecida em maio do ano passado. O discípulo missionário de Jesus Cristo, condição à qual são chamados todos os batizados no nome de Jesus, está convencido de que Ele é o único caminho estabelecido pelo Pai pelo qual devemos caminhar. Ele é a verdade. Ele é a vida. O discípulo de Jesus, à medida que percorre com sua vida as atitudes, as palavras e as ações suas, encontra de modo profundo a verdade e a vida, já que encontra Jesus.
O apóstolo Pedro nos exorta com insistência: “aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus, ... . Para os que não crêem, “a pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se a pedra angular, pedra de tropeço e rocha que faz cair” (1 Pdr 2,4. 7-8). Vale para os discípulos, isto é, nós e muitos outros, a decisão, sempre renovada de partir de novo de Cristo.
É esta a presença vigorosa do Senhor na vida dos discípulos, que faz a Igreja crescer, aumentar. Segui-lo não nos exime de lutar, devido a presença de muitas dificuldades que continuarão sempre a existir. Essas, porém, serão ocasião para fazer novos discernimentos. Foi o que aconteceu na comunidade de Jerusalém e nos é narrado pelos Atos dos Apóstolos. Para que as viúvas fossem bem cuidadas no atendimento diário, os apóstolos, “oraram e impuseram as mãos” sobresete homens. Assim os apóstolos puderam dedicar-se mais à oração e ao serviço da Palavra (cf At 6,1-7).
A Igreja em Brasília, seguindo as orientações do Concílio Vaticano II (cf LG 29), restaurou o diaconato permanente. Hoje eles são entre nós precioso auxílio para o serviço na Igreja, a exemplo daqueles primeiros sete homens.
Também a nossa Igreja, com a bênção do Senhor, cresce em número de discípulos e em profundidade de testemunho. Caminhemos com segurança em Jesus “caminho, verdade e vida”(Jo 14,6). |