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Nossa Cidade



Palavra do Pastor

 

20º Domingo do Tempo Comum – 17.08.2008

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

 

+ João Braz de Aviz
A
rcebispo Metropolitano de Brasília

Hoje a Igreja se recolhe ao redor de sua mãe Maria Santíssima, para contemplar e aprender dela a viver as realidades últimas da vida. “A Imaculada Virgem, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores (cf Apoc 19,16) e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo” (LG 59).

Os Bispos da América Latina e do Caribe vêem Nossa Senhora como discípula e missionária de Jesus Cristo e, por isso, afirmam: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf Lc 1,45) e obediência à vontade de Deus (cf Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor” (DA 266). Através da solenidade da assunção de Nossa Senhora a Igreja nos mostra em Maria o caminho que cada discípulo de Jesus percorrerá no seu futuro: não só todos ressuscitarão como também terão seu corpo glorioso conservado íntegro no seio da Santíssima Trindade. Por isso a assunção de Nossa Senhora aos céus enche o coração dos discípulos da virtude extraordinária e maravilhosa da esperança cristã.

Maria é a arca da Aliança do Livro do Apocalipse, maior que o sol, a lua e as estrelas, capaz de vencer todo o mal, simbolizado pelo dragão cor de fogo, porque ela contém em seu seio o menino que é o Filho de Deus todo poderoso e misericordioso. O apóstolo Paulo nos assegura que “o último inimigo a ser destruído é a morte”(1 Cor 15,26).

Grande e única é Maria e, ao mesmo tempo, guardando em seu coração a poderosa ação de Deus pela anunciação do anjo, vai servir sua prima Isabel, grávida de João Batista. Nessa atitude de serviço, que não pensa em si, típica das pessoas que têm Deus no coração, Maria anuncia com toda a força e singeleza a poderosa  e amorosa ação de Deus em favor da humanidade: Deus olha para a humildade, faz grandes coisas a seu favor, é misericordioso para com os que o respeitam, dispersa os soberbos, derruba os poderosos, eleva os humildes, despede os ricos de mãos vazias e socorre Israel (Lc 1,48-54).

Confiemos a Maria nosso futuro para que seja igual ao dela. Imitemos desde agora seu caminho de discípula e missionária do Senhor!