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11º Domingo do Tempo Comum – 15.06.2008
“Vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim” (Ex 19,4)
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João Braz de Aviz
Arcebispo Metropolitano de Brasília
Depois de uma longa e difícil travessia os israelitas chegaram ao monte Sinai, onde Moisés teve seu encontro com Deus. As dificuldades do caminho não poderão apagar a experiência do povo de Israel de ter sido profundamente amado por Deus e salvo por Ele na saída do Egito e no caminho pelo deserto. Por isso, o Senhor diz a Moisés no alto da montanha: “Assim deverás falar à casa de Jacó e anunciar aos filhos de Israel: Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim. Portanto, se ouvires a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida entre os povos, porque minha é toda a terra” (Ex 19,3-5).
De escravo Deus fez seu povo livre e o conduziu com mão forte porque muito o amou. O apóstolo Paulo escreve à comunidade de Roma e a instrui sobre este amor de Deus realizado de modo completo através de Cristo: “Quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa talvez alguém se anime a morrer. Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,6-8).
Este amor de Deus está presente no olhar cheio de compaixão de Jesus diante das multidões cansadas e abatidas. É este seu olhar cheio de compaixão de Jesus, que o leva a escolher os doze discípulos e dar-lhes poder sobre espíritos maus e doenças e anunciar pelo caminho: “O reino dos céus está próximo” (Mt 10,7).
A constatação de Jesus de que “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,37-38), vale para nós hoje em Brasília e no mundo inteiro. Quanto trabalho, sobretudo para oferecer um testemunho convincente de Cristo no meio dos homens e mulheres de nosso tempo! Não desanimemos! Multipliquemos nosso compromisso de todos os batizados, assumindo em primeira mão, em nossos próprios ombros, as fadigas deste anúncio do amor de Deus em Cristo.
Tomada esta decisão de consagrar nossa vida ao anúncio do reino dos céus a partir de nossa vocação, peçamos com toda a força de nossa fé para que o dono da messe envie os operários para sua messe (cf Mt 9,38).
Envolvamo-nos neste compromisso amoroso de evangelização procurando realizar nossa missão junto com os demais membros de nossa comunidade, porque Jesus nos assegura que o amor recíproco entre nós será o sinal para que as pessoas reconheçam que somos seus discípulos. |