Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

6º Domingo do Tempo Comum

Jesus e o Leproso

11/02/2018

 

+ Sergio da Rocha

Cardeal Arcebispo de Brasília

 

Temos muito a meditar e a aprender com o episódio da cura do leproso narrado pelo Evangelho segundo Marcos (Mc 1,40-45).  Jesus nos ensina a compaixão e a solidariedade com os que sofrem, a amar os que não são amados, a nos aproximar deles com o coração e os braços abertos, com as mãos solidárias estendidas. Marcos descreve a atitude de Jesus diante do leproso, recorrendo às expressões: “cheio de compaixão”, “estendeu a mão” e “tocou nele” (Mc 1,41). Jesus permite que o leproso se aproxime dele e, em resposta, estende a mão e toca aquele homem. No contexto social e religioso daquele tempo, os leprosos eram intocáveis, totalmente excluídos do convívio social. Com Jesus, um novo tempo começou, uma nova vida chegou para quem era considerado impuro e intocável. A atitude de Jesus Cristo exprime o seu poder de curar o homem por inteiro e, ao mesmo tempo, a sua compaixão pelos que sofrem, trazendo-lhes vida nova.

O leproso nos ensina a caminhar ao encontro de Jesus, com fé, e a buscar a sua misericórdia; a nele crer, confiar e esperar! Com ele, aprendemos também a compartilhar a experiência do encontro com Cristo, fonte de vida nova. A sua atitude, em meio a tanto sofrimento, revela a sua humildade e a sua confiança em Jesus Cristo. Ele “chegou perto” de Jesus, colocou-se “de joelhos”, expressando o reconhecimento de que Jesus poderia libertá-lo daquela triste condição. Ele demonstra a fé em Cristo, confiando no seu poder e na sua misericórdia. Ao divulgar o fato ocorrido, o homem curado leva gente de toda parte a procurar Jesus, mostrando-nos a importância do testemunho cristão.

Na Primeira Carta aos Coríntios, São Paulo nos exorta a “fazer tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,32), citando como exemplos, o comer e o beber, atos rotineiros que ficam, muitas vezes, à margem da vida cristã. Além disso, o Apóstolo nos dá o exemplo de tudo fazer em vista do bem de todos, “a fim de que todos sejam salvos” (1Cor 10,33).

Com o Salmo 32, nós reconhecemos a grandeza do amor de Deus, a alegria de ser perdoado e de encontrar nele o nosso refúgio. Nestes dias em que muitos procuram a alegria sem Deus, possamos testemunhar a alegria que vem de Deus!

Estamos para iniciar a Quaresma, tempo privilegiado de oração e penitência, de misericórdia e fraternidade, de perdão e reconciliação. Inicie bem a Quaresma participando da missa da Quarta feira de Cinzas, que continua a ser dia de jejum e abstinência. 

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