Catedral de Brasília
Palavra do Pastor

33º Domingo do Tempo Comum

Servo Bom e Fiel

19/11/2017

 

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

 

Estamos chegando ao final do Tempo Comum e do Ano Litúrgico. A Palavra de Deus nos leva a refletir sobre o que temos feito com os bens que o Senhor tem nos confiado, motivando-nos a viver na vigilância e na prontidão.

O Evangelho nos prepara para o encontro com o Senhor que distribui os seus bens e retorna para “acertar as contas” com quem recebeu os seus talentos (Mt 25,14-30). Ele louva o discípulo que se empenha em fazer frutificar os bens que lhe foram confiados, chamando-o de “servo bom e fiel” e condena o “servo mau e preguiçoso” que pouco ou nada fez, por medo ou comodismo. O “talento” era uma grande quantia de prata ou ouro, que mais tarde passou a designar os bens espirituais que Deus distribui a nós, a nossa verdadeira riqueza. Os bens devem ser acolhidos com gratidão e administrados com responsabilidade, fazendo-os frutificar. Feliz é o “servo bom e fiel” que o Senhor, ao retornar, encontrar vigilante.

O importante não é saber o dia ou a hora em que o Senhor virá, o que era uma das principais preocupações dos tessalonicenses. Importa estar preparados para o dia da vinda do Senhor, vivendo como filhos da luz. “Sejamos vigilantes e sóbrios” (1Ts 5,6), adverte São Paulo à Comunidade dos Tessalonicenses e a nós, hoje. Sejamos servos bons e fiéis do Senhor.

 O livro dos Provérbios também nos ajuda a refletir sobre o modo de viver que agrada a Deus. Ao fazer o elogio da “mulher que teme ao Senhor”, ele destaca, dentre outras virtudes, a sua generosidade; ela “abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre” (Pr 31,20). Assim fazendo, estaremos servindo ao Senhor, preparados para lhe prestar contas, quando ele vier.

Celebramos, neste domingo, o 1º Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco no final do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, para ser realizado em toda a Igreja, sempre no penúltimo domingo do Ano Litúrgico, em preparação à solenidade de Cristo Rei. O Santo Padre divulgou mensagem motivando esta iniciativa, com o lema “Não amemos com palavras, mas com obras” (cf. 1Jo 3,18).  Além da oração e da reflexão, o Dia Mundial dos Pobres quer nos levar a desenvolver ações concretas de serviço, de solidariedade e de partilha, atentos aos diversos rostos dos pobres. Não podemos esquecer ou ficar indiferentes à realidade dos pobres, mas identificar as situações de pobreza e colaborar na sua superação, a começar da comunidade local. Para amar e servir os pobres, somos motivados a adotar um estilo de vida marcado pela simplicidade e humildade, seguindo a Jesus pobre.

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