Catedral de Brasília
Paróquia – Lugar da Comunhão Eclesial

 

Realizar a santidade na unidade através da espiritualidade de comunhão é o objetivo da ação evangelizadora na Arquidiocese de Brasília. Na medida em que crescemos nessa direção concretiza-se a Igreja-Comunhão, cujo rosto atrai de novo as pessoas de nosso tempo à vida em Cristo, pois “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13,35)
 
Na estrutura da Igreja Particular a Paróquia é o lugar concreto onde se realiza a vida de comunhão de todos os batizados. Para isto é necessário que o pároco, os demais padres, os religiosos, as religiosas, os diáconos permanentes e todos os fiéis que moram no território da paróquia, se tratem de verdade como irmãos e irmãs. O ministério ordenado, a vida consagrada ou qualquer outra responsabilidade, não acrescentam uma dignidade superior a nenhum dos membros que as possuem com relação aos demais. Os carismas, ministérios, capacidades e demais qualidades são apenas dons que podem enriquecer toda a comunidade, se postos com amor e gratuitamente a serviço de todos.
 
Nesta perspectiva em que a única dignidade reconhecida é a do batismo que nos tornou filhos de Deus, e fez de todos uma única família de irmãos e irmãs que tem um único Pai, cada membro da comunidade é capaz de reconhecer o dom do outro e integrar seu dom ao dele para formar a comunhão eclesial.
 
Por essa razão nenhum membro é dono da comunidade ou poderá instrumentalizá-la para seus objetivos particulares, mas todos se integrarão como discípulos servindo ao único Senhor, Jesus Cristo, cujo evangelho se tornará para todos a única regra de vida capaz de renovar constantemente a vida de todos os membros.
 
Este espírito será muito favorecido se o pároco, cuja missão é, antes de mais nada, ser o ponto de unidade de toda a comunidade, formar o conselho pastoral paroquial e com ele trabalhar em profunda comunhão, tomando as decisões maiores somente depois de ouvir com amor tudo o que o conselho lhe sugerir e modificando, por vezes, seu pensamento diante das contribuições que vierem dos membros do conselho.
 
As paróquias maiores são formadas pela matriz e pelas demais comunidades. Não é bom que cada comunidade aspire a ser paróquia e tenha vida independente. As demais comunidades de uma mesma paróquia devem se integrar à matriz, seja na dimensão espiritual, sacramental, pastoral, como também na dimensão econômica. Para facilitar este espírito de comunhão cada comunidade elegerá um seu representante (homem ou mulher) entre os membros de maior testemunho eclesial, para coordená-la e para representá-la na reunião do conselho pastoral paroquial.
 
Cada comunidade terá seu próprio conselho composto pelos coordenadores das pastorais e dos movimentos eclesiais existentes naquela comunidade. Na reunião periódica do conselho o coordenador trará os assuntos decididos no conselho pastoral paroquial para comunicá-los, como também saberá acolher com abertura e maturidade todos os assuntos que a própria comunidade julga importante analisar e saberá depois levá-los ao conselho pastoral paroquial.
 
Onde surge uma nova comunidade dentro da paróquia é bom que surja também o templo, a igreja, para facilitar a identidade de todos os membros e a proximidade das casas. Na medida do possível é necessário também pensar nos lugares de festa e de catequese distintos do templo para preservar o sentido do sagrado do qual nós precisamos muito.
 
Em todas as comunidades dentro de uma mesma paróquia é necessário que existam ao menos as seguintes pastorais: catequese, liturgia, canto pastoral, dízimo, economia e Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística. Todas as demais que sejam bem-vindas. Da mesma forma os movimentos eclesiais aprovados pela Igreja são todos bem vindos.
 
A paróquia, por sua vez, se integrará na comunhão do Setor, sobretudo através do pároco. Os Setores estarão bem unidos no Vicariato através do padre coordenador do Setor.
 
Os Vicariatos (centro, norte e sul) manifestarão sua unidade ao Arcebispo em nível de Arquidiocese de modo especial através do Vigário Episcopal.
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