Catedral de Brasília
Ano 2005 - Vivendo na Unidade

 

A Igreja como Casa e Escola da Comunhão

Nas Orientações Gerais da Ação Evangelizadora (2004-2007), Dom João Braz de Aviz faz uma afirmação clara e direta: «Buscar a Santidade na Unidade é uma meta necessária para a Igreja enquanto ela é, na definição de São Cipriano, retomada pelo Concílio Vaticano II, “o povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (LG 4)». Nestas palavras, encontramos o núcleo do horizonte pastoral não só da nossa Arquidiocese, mas de toda a Igreja: a espiritualidade de comunhão. De fato, é muito arriscado buscar entender a Igreja sem levar em conta a sua categoria essencial que é ser “communio”, comunhão dos homens com a Trindade, através da humanidade de Cristo, na ação santificadora do Espírito Paráclito. Este foi, sem dúvida, o contributo fulcral da eclesiologia do Vaticano II.

Interpretando com extrema fidelidade os ensinamentos do Concílio, o amado Papa João Paulo II dedicou a este tema alguns números da sua profética Carta Apostólica Novo millenio ineunte. Lá o Papa afirmava que o grande desafio que nos espera no novo milênio, se quisermos ser fiéis a Deus e aos homens, é fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão (cf. n. 43). Mas o que isto significa concretamente? Então, o Papa responde o que se entende por “espiritualidade de comunhão” em quatro pontos:

Em primeiro lugar, ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz deve ser percebida também no rosto dos irmãos;

A capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, sentir o outro como um que faz parte de mim;

A capacidade de ver, acima de tudo, o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como um dom de Deus para mim;

“Criar espaço” para o irmão, carregando o fardo um dos outros e rejeitando a todas as tentações egoístas.

Unidade e santidade formam um binômio fundamental na visão evangelizadora e pastoral da Igreja. No Prefácio do Batismo, encontramos a belíssima declaração: «No seio da Igreja, virgem e mãe, gerastes, pela água e pelo Espírito, um povo sacerdotal e régio, para viver a unidade e a santidade do vosso amor». Isto significa que a nossa meta pastoral – “Santidade na Unidade” – constitui a própria finalidade eclesial do batismo: fomos feitos filhos de Deus para vivermos a sua Santidade na sua Unidade. Eis o objetivo que norteia o nosso caminho arquidiocesano.

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