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Notícias

 

11/09/2008

Manifestantes marcharam contra a legalização do aborto

 

 

Da Tribuna do Brasil

Manifestantes foram às ruas de Brasília protestar contra o aborto. A II Marcha da Cidadania em Defesa da Vida, aconteceu na tarde de ontem e, aproximadamente dois mil manifestantes de vários grupos religiosos marcharam até a Esplanada dos Ministérios para protestar contra a legalização do aborto no Brasil.

Organizada pelo Movimento Nacional em Defesa da Vida, a manifestação contou com apoio de representantes das igrejas Católica, Evangélica, Budista e Federação Espírita do Brasil. Todos unidos contra o aborto. Além dos movimentos em defesa da vida, deputados federais também deram o apoio a caminhada. 

A presidente nacional do Movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, disse que a idéia é realizar a Marcha. Segundo ela, a sociedade não está sendo informada devidamente sobre o tema.  “Temos feito uma ação para ampliar esse discurso entre a sociedade. Trata-se de um movimento de cidadania em defesa da vida”, ressaltou.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida da Câmara Federal, deputado Luiz Bassuma (PT/BA) foi um dos líderes do movimento de ontem. Ele que defende a não legalização do aborto no Brasil e ressaltou que a Câmara já teve uma vitória significativa quando rejeitou um projeto que tramitava há 17 anos na casa e permitia a legalização do ato. Para ele, o Brasil deve desenvolver políticas que evitem a gravidez indesejada. “As mulheres abortam quando não aceitam a gravidez. A mãe que pratica esse crime não pensa na criança, sim na gravidez que não foi planejada”, discursou o deputado.

O Deputado Federal, Robson Rodovalho (DEM/DF) também esteve na manifestação. “Estamos posicionados contra o aborto. Como um país que se manifesta contra a pena de morte pode ser a favor de tal prática? Isso é muito contraditório”, disse.

A mãe de uma criança anencéfala , Márcia Tominaga, 37 anos, foi com o marido falar da experiência do casal.  Há três anos ela recebeu a notícia que o seu segundo filho não tinha parte do crânio e decidiu levar a gravidez até o final.  “Optei em ter meu filho, pois sabia que estava fazendo o melhor para a ele. Amei desde o primeiro momento. Ele era um ser, e não um monstro”, disse a mãe emocionada. Ela falava do filho Felipe, que morreu em 2003, 20 minutos depois do parto.

Uma das organizadoras da Marcha disse que a manifestação de ontem, apenas coincidiu com as audiências públicas sobre a legalidade do aborto de fetos com má-formação cerebral (anencéfalos), realizadas recentemente pelo Superior Tribunal de Federal (STF). A ação de autoria do ministro Marco Aurélio Mello discute o direito de interromper a gravidez nesses casos. O julgamento da descriminalização ou não do aborto induzido está previsto somente para novembro.