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Artigos

 

Um olhar sobre a IV Assembléia Arquidiocesana

 

*Andrea Cammarota

Não é fácil escolher um fato sobre o qual escrever diante de tantos acontecimentos neste fim de semana em que a Igreja de Brasília se reuniu na IV Assembléia Arquidiocesana. Sou o oposto de Fernando Sabino que, no texto intitulado A Última Crônica, sem assunto, olha o mundo ao seu redor, “onde vivem os assuntos que merecem uma crônica”. Um rápido olhar sobre a Assembléia traz a percepção de que todos os fatos ali mereciam uma crônica, talvez até um poema, e certamente uma oração de agradecimento a Deus.

Então, vou me esquecer da crônica, do poema e também não conseguirei escrever uma oração. Vou apenas agradecer por tudo o que vivemos nestes dois dias. Primeiramente, por ter encontrado tantas pessoas queridas, de paróquias de toda a cidade, por conhecer muitas outras, pela troca de experiências, mas especialmente pela possibilidade de estar lá como colaboradora e poder observar tudo atentamente.

Nada em nossas vidas acontece por acaso e minha participação nesta Assembléia me fez lembrar que nós, cristãos, recebemos o dom de missionários evangelizadores em nosso batismo. Deus nos deu como missão a santidade. Deu-nos a família como principal transmissora de valores e lugar ideal para praticarmos o amor, que nos impulsiona a levar aos outros o conhecimento de Jesus Cristo através da catequese. Agradeço pela Igreja que se preocupa com o destino da família, da catequese e da missão, não apenas em Brasília, mas em todos os lugares.

Há muitos outros motivos para agradecer, como o lema “Santidade na Unidade”, difícil, complexo e, nas palavras de D. João Braz de Aviz, “inoxidável”. Também por ter conhecido os missionários que partem essa semana na “Missão Igreja de Roraima”, para auxiliar aquela diocese no anúncio do Evangelho às populações ribeirinhas. É um presente de Deus ver o desprendimento de pessoas que, ao chamado de Jesus, não hesitam em renunciar a elas mesmas para dar ao Senhor um generoso sim.

Também foi maravilhoso ver autoridades de grande destaque em nossa sociedade debatendo sobre a defesa da vida e a defesa da fé cristã, num momento em que muitas vezes nos sentimos sozinhos diante de tantos atentados contra a vida e a dignidade humana, como a tentativa de legalização do aborto.

Não bastassem todos esses motivos, ainda pudemos festejar, juntamente com toda a comunidade católica de Brasília, o fim da IV Assembléia, na Festa da Unidade Arquidiocesana, realizada no Ginásio Nilson Nelson. E como encerrar um acontecimento de tamanha importância se não com a Santa Missa?

Se sacerdotes, religiosos e leigos, delegados paroquiais da Assembléia, já viviam o clima da “Santidade na Unidade”, ao nos encontrarmos com os demais fiéis para a celebração todos nos tornamos um. E foi exatamente na Eucaristia que já começamos a vivenciar esta grande missão da Igreja de Brasília.

Assim, encerro este texto, mas não a lista de agradecimentos à Santíssima Trindade, que é amor e nos torna participes da missão de levar ao mundo a mensagem de paz e união entre os povos. Não a nossa paz, mas a paz que Jesus Cristo nos deixou. Que esta paz e este amor nos capacitem e encorajem todos os dias na prática de tudo o que vivenciamos durante a IV Assembléia Arquidiocesana.